sábado, 23 de abril de 2016

GRANDES PEQUENINOS




Grandes Pequeninos é um projeto que aborda o universo mágico do amor em família. Criado por Jair Oliveira e Tânia Khalill com a participação de suas filhas. Tem culinária, tem música, tem diversão, tem arte e cultura! Muito bom o trabalho deles!














Conheça mais:





A CRIANÇA PEQUENA E O MEDO

Quero aqui compartilhar um pouco do que tenho aprendido com as crianças. Esta postagem é um relato de minhas experiências particulares como Educadora de crianças na primeira infância. 

Por dos 2 anos de idade tem início a fase dos medos infantis. Nessa faixa etária a criança está em plena atividade de exploração do mundo à sua volta, é capaz de verbalizar suas curiosidades, os cinco sentidos estão em alerta e sua imaginação é criativa e fértil.

Quando uma criança  se encanta com o trabalho das formigas em fila no jardim, admirada pela capacidade delas em carregar as folhas até o formigueiro, ela está diante de algo completamente novo.  Para o adulto, na maioria das vezes, elas não passam de uma praga no jardim. Não tem nada de "interessante" em formigas. Mas para a criança observar as formigas é algo completamente novo e mágico. 

Tudo é novo e há muito a explorar, sentir, tocar, experimentar, ver, conhecer... nasce a curiosidade  pelo desconhecido e com ela muitas vezes vem o medo.

Se um adulto se sente inseguro quando precisa enfrentar uma situação nova quanto mais uma criança de apenas 2 anos! Nem se compara! Mas como somos rígidos em cobrar delas o controle de algo que nem mesmo nós muitas vezes conseguimos ter!

Atitudes negativas como forçar a criança enfrentar a situação (escuro, balões, palhaços, máscaras, altura, etc) que gera o medo a qualquer custo nem sempre são bem sucedidas.

Levando em consideração o fato de que a criança pequena tem um desejo natural de compreender o mundo ao seu redor, ajudá-la a compreender o desconhecido fará com que ela enfrente muitos dos seus medos. Mostrar que você entende o que ela está sentindo e que está disponível para o que ela precisar também faz a diferença.

Como seria isso na prática? Vejamos alguns exemplos:

1. Se uma criança tem medo de balões (ou bexigas) devido ao ruído que eles produzem ao estourar permita que ela manuseie um balão vazio. Deixe a criança pegar, soprar, esticar o balão. Depois vá enchendo e esvaziando ele aos poucos sem amarrar. Encha os balões com água. Deixe a criança pegar, estoure os balões com água. Brinque, converse com a criança, olhe nos seus olhos, sorria, passe segurança para ela. Faça perguntas que conduzam a compreensão e nesse diálogo perceba as respostas-chave do que causa o medo. Avalie as atitudes da criança. Você irá perceber quando ela estiver conseguindo romper com a insegurança.

2. Se a criança tem medo de palhaço permita que ela explore elementos que compõe a figura do palhaço: nariz de palhaço, chapéu, peruca, maquiagem. Crie oportunidades para que ela se vista com a fantasia de palhaço e se veja no espelho. Outra oportunidade rica é ver um adulto conhecido (pai, mãe, educador) se transformar num palhaço e participar desse processo ajudando a escolher acessórios, cores e até o nome do palhaço. Depois brinque com ela vestido assim.

3. Se a criança demonstra ter medo de pessoas e lugares novos. Converse com a criança sempre. Diga que vocês vão brincar no parque, que é um lugar com muitas árvores e um gramado imenso onde poderão jogar bola; diga que lá encontrarão pessoas diferentes, adultos e crianças como vocês que também irão lá para brincar e que você estará com ela. Se é uma festa, diga que vocês estão para a festa do fulano, cite o nome e dê informações à criança que demonstrem que você conhece essa pessoa. Isso fará com que ela se sinta segura. Diga também que ela encontrará pessoas diferentes e que é bom fazer novas amizades, que as pessoas são educadas e que ela não precisa fazer nada que não queira. Não "force a amizade", tenha atitudes naturais, não fique repreendendo a criança o tempo todo. Ela vai começar a ter você como referência. Quando ela demonstrar que não quer cumprimentar alguém não force. Depois converse com ela sobre o que aconteceu e tenta compreender o que gerou a reação na criança. 

A realidade é que falta disposição no adulto em fazer todo esse trabalho. Mas com paciência, amor e compreensão é possível ajudar os pequeninos a crescer!

Outro recurso que eu percebi ser eficaz são as histórias. Ler, interpretar, usar fantoches, bonecos, figuras enfim não importa o recurso escolhido, fato é que a criança se identifica com as personagens e isso ajuda a compreender seus sentimentos.

Tenho aqui três sugestões de leitura. 




Gildo 
Autora: Silvana Rando. 
Editora: Brinque Book. 


Gildo é muito corajoso. Ele gosta de montanha-russa, de avião, de filme de terror e de cantar em público. Mas como quase todo mundo, existe uma coisa que o deixa apavorado. Sempre na noite anterior a alguma festinha de aniversário de um amigo, ele não consegue pregar os olhos, por que será?



Jeremias desenha um Monstro 


Autor: Peter McCarty

Editora: Globinho                               


Jeremias é um menino solitário que, do isolamento de seu quarto, vê as outras crianças brincando na rua. Um dia, ele desenha um monstro... que ganha vida! Mas Jeremias nem tem tempo de aproveitar sua nova companhia: a criatura se revela bem mandona, não para de chatear o garoto com inúmeras exigências que devem ser atendidas na hora. Em vez de acabar com sua solidão, o pequeno desenhista se vê diante de um problema: como se livrar de um monstro tão chato? 



Chapeuzinho Amarelo
Autor: Chico Buarque
Editora: José Olympio

Chapeuzinho é uma bela menina que sofre de um mal terrível - sente medo do medo. Enfrentando o desconhecido, 'o lobo', ela supera medos, inseguranças e descobre a alegria de viver. Com sensibilidade, Chico Buarque, compositor e escritor, constrói um texto em que a linguagem é um grande jogo



Existem inúmeros tipos de medo. Crianças não são iguais. Não existe receita pronta nem método infalível. Seja sensível e esteja disposto a ajudar seus pequeninos a crescer, ouça seu coração e busque ajuda com outros profissionais da educação e da psicologia. Enfrente seus próprios medos e tome cuidado para não transferi-los para a criança . Faça a diferença na vida das crianças que estão sob seus cuidados. Avalie e reflita sobre sua prática diariamente. E se puder conte suas experiencias para aprender juntos!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

CONHEÇA A FUNDAÇÃO EDUCAR DPASCHOAL



Quando você ouve a palavra: DPaschoal logo você lembra de...
pneu!!!

Pois é, mas essa empresa brasileira, além de ser sinônimo de
qualidade em produtos e serviços automotivos é grande promotora de transformação social por meio da Educação.

Isso mesmo! Conheça mais sobre a Fundação Educar DPaschoal no site: http://www.educardpaschoal.org.br/web/default.asp

A Fundação Educar DPaschoal foi criada em 1989 para gerir os investimentos do grupo DPaschoal em programas de estímulo à leitura. Promover a educação para a cidadania como estratégia de transformação social é a missão da Fundação Educar, que constrói parcerias e desenvolve três projetos.


O Leia Comigo!, que utiliza recursos próprios e de outras empresas através da Lei Rouanet, para produzir e distribuir gratuitamente livros educativos para crianças e adolescentes. Desde o ano 2000, já foram doados mais de 30 milhões de exemplares, em todo o Brasil.

A Academia Educar, que promove a formação de núcleos de lideranças juvenis em escolas públicas, criando oportunidades para que o jovem descubra em si o potencial que o torna capaz de transformar sua realidade, de sua escola e de sua comunidade.

E o Prêmio Trote da Cidadania, que reconhece e incentiva universitários de todo o Brasil a promover ações sociais com os calouros, para estimular o empreendedorismo social e reduzir a prática do trote humilhante ou violento.


O Vestido Azul é um dos livros distribuídos gratuitamente.
É um conto popular recontado por Sandra Aymone.

No  Canal Fundação Educar DPaschoal você pode assistir um vídeo com a contação da história desse livro e outro que ensina como preparar o cenário usado na contação. 






COMO FAZER O CENÁRIO


Conheça o Canal Fundação Educar DPaschoal aqui: https://www.youtube.com/channel/UCnjdddTbtkol9mNElczmfFw

Gostou? Copie, comente e compartilhe!!!

sábado, 13 de setembro de 2014

O EXEMPLO DE DÉBORA SEABRA


A potiguar Débora Seabra, de 33 anos, não poderia ter escolhido outra profissão, senão professora. 

Em sua apresentação no encontro internacional Educação 360, ela deu uma lição de superação e emocionou a plateia com sua história de vida: Débora é a primeira professora com Síndrome de Down no país e dá aulas na Escola Doméstica em Natal (RN) a 28 alunos da alfabetização. Ela é do time que luta pela Inclusão com i maiúsculo, como gosta de repetir.

A jovem destaca o suporte que encontra na família e defende a escola regular para todos os alunos, sem distinção. 

Ela enfrentou dificuldades, sim, mas conta que cresceu fazendo tudo o que qualquer pessoa da idade dela fez e faz, como aulas de balé, curso de teatro, "boas festas americanas em casa" e trabalhos em lojas, como modelo e recepcionista de eventos e seminários.

- A inclusão começa na família e a minha sempre foi meu porto seguro. Sempre estudei em escolas regulares porque o contrário é discriminatório. Inclusão ensina a conviver - disse ela.

Débora concluiu o curso de magistério em 2004, na Escola Estadual Professor Luiz Antônio, em Natal. Fez estágio e trabalhou voluntariamente como professora auxiliar na Escola Doméstica, por dez anos, em função de uma lei estadual que a impedia de receber o benefício da pensão da mãe, funcionária aposentada do Ministério Público, caso tivesse a carteira assinada. Depois de muita luta, esta foi mais uma das suas vitórias e a carteira assinada pela Escola Doméstica, onde também estudou, chega essa semana.

- Precisava de dinheiro para sair com os amigos, né?! - disse Débora, arrancando risadas das pessoas que acompanhavam sua palestra com muito carinho.

A história de vida de Débora se reflete nas páginas do livro "Débora conta histórias", com oito fábulas inclusivas, apenas uma personagem humana e animais considerados "diferentes" - um sapo que não sabe nadar, uma galinha surda e um pato gay, por exemplo. A ideia surgiu em 2010, como presente de Natal para os pais e o irmão. 

O lançamento do livro aconteceu em Recife, no Congresso Internacional de Tecnologia da Educação. Ela agora quer se dedicar a um livro sobre o que viveu. Já começou a escrevê-lo com calma, entre um jogo e outro do ABC de Natal, que sempre acompanha com o irmão. Os domingos, segundo ela, são dos amigos: 

- Gosto de sair, de passear com minhas amigas, de malhar e dançar. Essa é minha rotina: trabalho muito durante a semana e fim de semana, depois de curtir minha família, me divirto com os amigos. 

Na escola, como professora auxiliar, participa de todas as atividades, desde o planejamento semanal de aulas, contação de histórias, eventos culturais e artísticos, organização dos arquivos e materiais e brincadeiras com a turminha. 

É Débora quem também conversa com os pais dos alunos e conta com orgulho que conhece todos eles. Às sextas, vira e mexe precisa intervir numa briga ou outra entre os alunos, que neste dia podem levar para a escola um brinquedo de casa: 

- A gente senta numa roda e conversa com eles. Fala sobre o respeito. 

Era quando faltava respeito, que Débora mais sofria. Ainda na escola, foi alvo de bullying e humilhação. Lembra de colegas que abusavam e pediam seu celular emprestado para gastar por conta. Lembra também daqueles que não a queriam nos grupos de trabalho e de disciplinas em que tinha alguma dificuldade maior. Débora lembra bem de uma garota que tirou o sapato e a fez cheirar. Neste dia, ela decidiu que seguiria em frente: 

- Pensei 'não vou desistir, não vou desistir' e gritei com ela. Chamei uma amiga e perguntei o que fazia e ela gritou junto comigo. 

Na plateia, a mãe de uma criança com Síndrome de Down se manifestou, querendo saber o que foi mais difícil. Uma professora que este ano recebeu na escola um aluno portador da mesma síndrome disse que a cada dia todos aprendem com o menino e quis saber sobre o relacionamento dela com as crianças. Outra educadora perguntou como os professores podem ajudar mais nessa inclusão e um rapaz a questionou sobre planos para o futuro. A cada resposta de Débora, era impossível conter a emoção: 

- Ninguém pode passar pelo que eu passei, por humilhação, discriminação e exploração. Tenho dois alunos que são gêmeos e a gente trata eles igual. Meu irmão e eu somos diferentes, mas meus pais tratam a gente igual também. Não tenho uma doença, é só um jeito diferente de ser. Especial para mim é minha família. A diversidade abre caminhos para todos. Superar dificuldade nos fortalece e traz felicidade.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

TUDO O QUE REALMENTE VALE A PENA SABER, EU APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA


Livro: Tudo que Eu Devia Saber Aprendi no Jardim - De - Infância

Autor: Robert  Fulghum 

I.S.B.N.: 8571239045


Sinopse (Livraria Saraiva clic aqui!)
Comparado a clássicos como "O pequeno Príncipe" e "Fernão Capelo Gaivota", este livro reúne textos curtos, crônicas líricas e bem-humoradas que lançam uma nova luz sobre o cotidiano. 

Revelando o que há de nobre nas pessoas comuns, o que há de grandioso nas situações banais, Robert Fulghum toca o coração do leitor e desperta nele uma nova percepção. 

Os temas dos textos são os mais variados: o prazer da comida da infância reencontrado num bar de beira de estrada, a surpreendente sabedoria de um velho sapateiro judeu, o escandaloso amor dos guaxinins, o menino surdo que no outono recolhe as folhas caídas das árvores, a experiência metafísica proporcionada pela lavagem de um cesto de roupas sujas... 

A crônica que inspirou o título do livro é um exemplo da comovente e divertida engenhosidade do autor, que enumera as diretrizes simples que norteiam os jardins de infância - dividir tudo, pedir desculpas, fazer um pouco de tudo - e as relaciona com as regras do mundo adulto, mostrando verdades simples e universais podem fazer o mundo melhor. 

Sábio, delicado, comovente, este é um livro para todas as idades, uma obra especial para ser lida e relida muitas vezes.

Pra deixar você curioso, um trechinho....


Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi:

1. Compartilhe tudo;
2. Jogue dentro das regras;
3. Não bata nos outros;
4. Coloque as coisas de volta onde pegou;
5. Arrume sua bagunça;
6. Não pegue as coisas dos outros;
7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
9. Dê descarga; (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11. Respeite o limite dos outros;
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros;
15. Dê a mão e fique junto;
16. Repare nas maravilhas da vida;
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro, claro e firme. 

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. 

Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.

O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver.

ÁUDIO LIVRO INFANTIL



Quando eu era criança estava na "moda" as coleções de contos de fadas em áudio. 

Toda semana nos dirigíamos à banca de jornal da matriz, onde adquiríamos um livro + a fita K7 com a narração da história.

Naquele tempo creio que ninguém imaginava que esse tipo de recurso seria tão importante para a INCLUSÃO dos deficientes visuais.

MASSINHA CASEIRA DE SAL

A maioria das receitas de massinha de modelar caseiras usa óleo. Eu prefiro essa receita aqui, de sal, que pode ser assada depois, ficando bem durinha e permitindo a pintura com guache.


É muito fácil. 

Numa tigela grande coloque 2 copos de farinha de trigo e 1 copo de sal refinado comum. Misture. 
Acrescente aos poucos 1 copo de água, misturando com as mãos e sentindo o ponto de modelagem. 

Quando soltar das mãos está no ponto certo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

PARLENDAS

par.len.da 

sf (de parlarV parlenga. Folc Versos de cinco ou seis sílabas recitados para entreter, acalmar ou divertir as crianças, ou para escolher quem deve iniciar determinado jogo ou aqueles que devem tomar parte em determinada brincadeira.

Como tudo o que diz respeito à cultura popular, as parlendas também variam por esse Brasil a fora. 

Aqui estão alguns exemplos:


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